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MUBi, através dos seus representantes Rui Costa, Tiago Carvalho, João Branco, reuniu com o Vereador Professor Nunes da Silva.

Começou por fazer-se as apresentações. Foi dito:

- A MUBi foi criada na sequência destes apelos à cidadania como o orçamento participativo, e pretende ser uma voz dos ciclistas urbanos. Estamos interessados em oferecer os nossos préstimos a quem estiver interessado em saber quais as experiências, opiniões e aspirações de quem já anda de bicicleta em Lisboa. - Interessa-nos a bicicleta enquanto parte integrante da mobilidade, e não tanto como elemento lúdico. Assim sendo, gostávamos de ver a mobilidade ciclável a fazer parte dos projectos de mobilidade (eg PUALZE, Ribeira das Naus) e não só como algo que é tratado à parte, com ciclovias entre jardins, etc.

Depois falou o Vereador:

- Deu a entender que a razão pela qual no executivo anterior as bicicletas ficaram fora do pelouro da mobilidade teve que ver com alguma confusão - ao que pareceu indicar não havia realmente um pelouro da mobilidade, ou pelo menos este não tinha as competências que tem hoje. Deu-nos a entender que o projecto das bicicletas de uso partilhado , apesar de continuar a ser do pelouro dos jardins, é agora também acompanhado pelo pelouro da mobilidade - não foi, no entanto, muito convincente acerca disto. Disse-nos que neste momento há 4 consórcios e que o contrato será atribuído através de um juri que olhará a:

        - Custo para a CML
        - Conforto da Bicicleta ( apreciação que contará com a colaboração da FPCUB )
        - Integração com os sistemas Lisboa Viva, Viva Lisboa , passes sociais, etc.
        - Disponibilidade do Serviço (ou seja, haverem bicicletas quando se precisa delas)

Insistimos que isto tem que ser bem coordenado com o departamento de mobilidade.

- Nesta fase inicial da conversa, ainda estava com o discurso que me parece ser do académico dos anos 70: "estou a ter problemas com a fluidez do trânsito aqui, tenho que resolver o trânsito acolá"

Passou-se então à discussão sobre faixas BUS + BICI

- Ao que parece, o Vereador acordou já com a Carris que o projecto piloto será na Avenida da Liberdade. O Vereador chegou a dizer que tinha que ser aí porque foi aí que foi votado. Dissemos-lhe que achávamos que não, mas não insistimos. Neste ponto, ele pareceu ser intransigente. Insistimos, no entanto, que se incluísse então também a Fontes Pereira de Melo e ele disse que em princípio seria possível.

- Ao que parece, ele pretende que estes 700 000 € sirvam só para este projecto piloto, o que é uma certa desilusão para quem achava que esse dinheiro permitiria alargar TODAS as faixas BUS. Mas este ponto também não ficou muito esclarecido. Parece que tudo vai depender do número e intensidade de conflitos que possam ocorrer no projecto piloto. Isto é como quem diz: vai tudo depender da Carris e talvez um pouco dos taxistas.

- Alguma confusão acerca de, a haver alargamento só num sentido, em que sentido será. Ao que parece, o Vereador acha que faz mais sentido haver alargamento exclusivamente no sentido descendente.

- À semelhança do que acontece nos países onde esta medida foi implementada, os corredores deverão ter 4.5 m de largura.

- Passámos a resumir os conteudos da wiki e da carta de princípios.

            - O espaço para alargamento deverá ser roubado às outras faixas, servindo também como elemento de redução da velocidade. v o verador concordou.
            - Medidas para evitar velocidades excessivas nestas faixas - ? o vereador concordou genericamente, mas não pareceu entusiasmado nem deixou nenhuma promessa.
            - Marcas no pavimento a assinalar a coexistência BUS/BICI - v O vereador começou por referir que as marcas estariam junto à berma, mas rapidamente mudou de discurso e concordou conosco quando dissemos que apenas um + BICI ou  BUS + (Desenho de bicicleta) seria uma melhor opção.
            - Renovação do piso - v Referimos a necessidade de cuidado com o abaulamento, etc. Ele concordou que para comportar bicicletas o piso tem que ser renovado.
            - Local do projecto piloto - x - A Avenida da Liberdade é de certeza. Insistimos que, nesse caso, se estendesse À Fontes Pereira de Melo e ele disse que em princípio será possível.
            - Legalização da utilização de todas as faixas BUS - ? - Ao que parece, tudo dependerá do projecto piloto, dos conflitos,  e da Carris

Depois de esclarecidos estes assuntos, seguiu-se uma discussão sobre visão para a cidade, etc. Nisto, pareceu-me a mim que ele estava a adaptar o discurso Àquilo que queríamos ouvir, mas o Rui e o Tiago não ficaram tanto com essa sensação. Foi dito que:

- A mobilidade ciclável é particularmente interessante num raio de 2 kms, integrada num trânsito de velocidades baixas. Aqui houve a promessa concreta que todo o bairro de alvalade terá fortes medidas de acalmia de tráfego - passadeiras levantadas, continuidade de passeios de um lado ao outro da rua nos cruzamentos, etc.

- A mobilidade ciclável deve ser pensada por zonas e não por eixos. Ele disse que as ciclovias têm provocado imensa animosidade e vitriólio relativamente aos ciclistas. Falou-se em particular da avenida do Brasil. Nós sugerimos que , sendo que os peões adoram tanto passear na ciclovia, que provavelmente a melhor forma de resolver esses conflitos é oficializá-la como via de passeio, trocando os sinais verticais de bicicleta para uns com bicicleta + peao 470px-Japanese_Road_sign_%28Bicycles_And_Pedestrians_Only%29.svg.png Ele concordou que isso poderia ser feito eventualmente. Disse, genericamente, que achava que a medida do alargamento das faixas BUS para BUS + BICI teria sindo melhor para a avenida do brasil do que a ciclovia.

Nesta fase, deu-nos a entender que considerava "os ciclistas" , e mais concretamente, a FPCUB , estavam a tomar más opções ao apoiar as ciclovias e/ou não lutarem contra elas. Nós dissemo-lhe que a nossa posição da MUBi é pela integração e que, inclusívé, insistimos que o dinheiro do OP para o projecto "melhoria das condições cicláveis" fosse usado nesse sentido e não na construção de ciclovias.

Garantiu-nos ainda que a rovisco pais e a duque de ávila serão totalmente pedonalizadas, sem faixa para transportes públicos nem ciclovia. Excelentes notícias!!

Acabámos a reunião trocando contactos e recebendo dele a garantia que nos consultará relativamente a todos os assuntos que envolvam reformulamento de mobilidade, em particular relativamente ao projecto BUS+BICI que será para começar "no Verão". As boas intenções ficaram, mas parece-me que teremos que tomar a iniciativa e continuar a insistir para sermos ouvidos.

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